O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a ser alvo de duas representações no Tribunal Superior Eleitoral por suposta propaganda eleitoral antecipada durante manifestação realizada no domingo 1º, na Avenida Paulista, em São Paulo. As ações foram protocoladas na segunda-feira 2.
As representações foram apresentadas pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), ambos em iniciativas distintas. O objetivo é apontar que o discurso de Flávio ultrapassou limites da propaganda pré-eleitoral.
Durante o ato Acorda Brasil, Flávio citou a possibilidade de Jair Bolsonaro retornar ao Planalto em 2027. Afirmou-se que a declaração configuraria antecipação de campanha, segundo os autores das ações.
Representações no TSE
Erika Hilton sustenta que houve manifestação com conteúdo eleitoral explícito antes do período permitido para propaganda. Ela incluiu outros discursos do carro de som principal, alegando que contribuíram para apresentar a pré-candidatura do senador.
Lindbergh Farias argumenta que o conteúdo do discurso teve tom de comício e apelo ao eleitorado, associando escolhas parlamentares à possibilidade de enfrentar ministros do STF. Afirmou que o ato assumiu contornos de palanque e pressão institucional.
Ambas as ações solicitam que a Justiça Eleitoral avalie a aplicação da Lei das Eleições para casos de propaganda antecipada. O TSE deverá analisar os pedidos e decidir sobre possíveis infrações.
O episódio ocorre em contexto de acirramento político entre forças da direita com vistas à disputa presidencial de 2026. O ato na Paulista foi visto por apoiadores de Bolsonaro como demonstração de mobilização e alinhamento de pautas.
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