Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou que uma eventual CPI do Banco Master atingiria muita gente e provocaria mudanças significativas no cenário político. Ele disse que o Congresso atua contra a investigação por temer o alcance das apurações.
O dirigente contou que requerimentos de comissões ligadas ao INSS e ao Crime Organizado vêm sendo barrados pelo STF, citando o depoimento dos irmãos do ministro Dias Toffoli e a quebra de sigilos de citados. Segundo ele, o tema já envolve diversas frentes.
Costa Neto disse ainda que prefeituras e governos estaduais teriam participado da compra de títulos do Master e que prefeitos teriam sido pressionados a investir na instituição. Por isso, haveria forte resistência do Senado à criação da comissão.
O dirigente reforçou que há técnicos que apoiam a CPI e que o movimento conta com apoio de filiados do PL, afirmando que toda a base do partido assinou. Ele avaliou que, se instaurada, a investigação poderia expor um esquema de proporções imprevisíveis.
Contexto e desdobramentos
Costa Neto afirmou que o caso Master pode influenciar as eleições deste ano, dada a abrangência das supostas irregularidades. Ele destacou que a mobilização para a CPI é maior entre senadores do que entre deputados, segundo sua leitura.
Ele afirmou ainda que uma investigação mista, envolvendo deputados e senadores, não está nos planos do PL. O dirigente também comentou a relevância de manter o foco em fatos verificáveis e evitar atribuições sem base.
O tema envolve ainda possíveis doações do cunhado do banqueiro Fabiano Zettel a campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, cuja legalidade, segundo o líder do PL, foi defendida como legítima. O caso segue sob apuração e não houve conclusão oficial.
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