O caso Master ganha novo foco: investigadores afirmam que a relação entre o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro do STF Alexandre de Moraes atua como obstáculo para o avanço das investigações. A avaliação foi feita a partir de fontes ouvidas pela CNN nesta quarta-feira (4).
Segundo apurado, o relator do caso no STF, ministro André Mendonça, criticou publicamente a posição de Gonet contrária à prisão de Daniel Vorcaro, efetuada pela PF. Mendonça enfatizou que há elementos que justificam a medida com base no risco e na urgência do pedido.
As fontes apontam que essa seria ao menos a terceira negativa de Gonet a avanços do processo. Ele já rejeitou um pedido relacionado ao contrato de Viviane Barci de Moraes, mulher de Moraes, cujo escritório fechou acordo de R$ 129 milhões com Vorcaro.
Também estaria sob questionamento a recusa de Gonet a pedidos de suspeição do ministro Dias Toffoli para julgar o caso Master, após as ligações entre Moraes e o banqueiro envolvido no caso terem vindo a público.
Para os investigadores, a proximidade entre Gonet e Moraes molda a atuação do procurador no caso, que envolve potenciais irregularidades e condutas ilícitas apontadas pela PF. A risk de interferência institucional é destacada pela análise.
Interlocutores de Gonet afirmam à CNN que a atuação dele é técnica e pautada pelo volume e pela complexidade das peças. Relatam que cada petição trazia mais de 700 páginas e que a análise de duas de amanhã ocorreu com prazos apertados.
O cenário atual preocupa pela possibilidade de que a prática técnica se sobreponha a decisões jurídicas, mantendo o caso emperrado sem consenso na linha de frente do Judiciário. As informações ainda dependem de confirmação oficial.
Contexto do caso e desdobramentos permanecem em apuração, com novas declarações e documentos sendo apresentados pelas partes envolvidas. A dinâmica entre autoridades é tema de interesse público e de análise institucional.
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