A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão desta quarta-feira após a prisão de Daniel Vorcaro, apontado como dono do Master, em São Paulo. A prisão ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, segundo a Polícia Federal.
Vorcaro era um dos depoentes confirmados para a reunião, ao lado de Fabiano Zettel, cunhado dele e empresário. Zettel também era alvo da operação, mas ainda não foi localizado. A defesa de Zettel conseguiu um habeas corpus para afastar a obrigatoriedade de comparecimento.
O ministro do STF André Mendonça, relator do caso Master, concedeu habeas corpus nesta terça-feira retirando a obrigação de comparecer. Caso Vorcaro decida ir à CPI, o deslocamento deverá ser feito pela Polícia Federal.
A sessão da CPMI foi marcada para ouvir Vorcaro e Zettel. Contudo, a decisão do STF, que facultou a presença dos depoentes, levou ao cancelamento. Vorcaro já havia indicado que poderia ir apenas à oitiva na CAE, no Senado, no dia 10.
Segundo a PF, a operação investiga possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos cometidos por organização criminosa. A prisão de Vorcaro ocorreu após uma tentativa anterior de deslocamento ao exterior.
A CPMI informou que não houve comparecimento dos depoentes convocados, mas que os trabalhos continuam. A sessão não foi a primeira a ser afetada pela fase atual da operação.
Nota oficial da CPI esclarece que decisões do STF tornaram facultativa a presença de Vorcaro e Zettel, que optaram por não comparecer. A nota afirma que as investigações seguem com análise de documentos e diligências.
A nota também menciona recurso da Advocacia do Senado contra decisão liminar que suspendeu a quebra de sigilos da Maridt Participações S.A., buscando restabelecer a atuação da CPI.
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