Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Daniel Vorcaro é investigado por suposto planejamento de ataques a jornalistas

Prisão preventiva de Daniel Vorcaro e bloqueio de R$ 2,2 bilhões após investigação apontar milícia digital que monitorava jornalistas e acessos ilegais a sistemas federais

O banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. (Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos/Wikimedia Commons)
0:00
Carregando...
0:00

O ministro do STF André Mendonça detalhou como Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, operava uma estrutura de inteligência clandestina para intimidar críticos. O esquema envolvia monitoramento presencial, planos de agressão física e acesso ilegal a sistemas federais e internacionais.

A investigação aponta que uma ala informal, chamada de A Turma, servia para obter informações sigilosas, monitorar jornalistas e autoridades e pressionar quem criticava o conglomerado financeiro de Vorcaro. Estima-se que cerca de R$ 1 milhão fosse destinado mensalmente a essas atividades.

Entre os alvos estão mais de 20 pessoas, incluindo o jornalista Lauro Jardim, do O Globo. Em mensagens interceptadas, houve menção a violência contra o repórter em um assalto simulado para causar dano dental. Também houve intenção de atingir servidores do Banco Central e órgãos de controle.

A Turma

A milícia digital utilizava o Projeto DV para influenciar a opinião pública. Influenciadores eram acionados para promover conteúdos positivos sobre o banco e para derrubar links negativos, além de simular solicitações oficiais para obter dados privados.

Perfilado como contrainteligência, o grupo buscava acessar dados de tribunais e órgãos de fiscalização. Segundo as apurações, houve invasões a sistemas de órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e até entidades internacionais.

Infraestrutura e operativa

A organização contava com apoio de um policial federal aposentado e utilizava credenciais de terceiros para invadir bancos de dados restritos. As ações tinham como objetivo antever investigações e monitorar movimentos do Estado.

A Justiça determinou medidas contra Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel e outros operadores centrais. A prisão preventiva foi decretada, com risco à ordem pública e à segurança de servidores. Também houve bloqueio de R$ 2,2 bilhões.

As apurações indicam que o conjunto de ocorrências envolve monitoramento, violação de dados e tentativas de deslegitimar autoridades e instituições. A reportagem segue acompanhando o andamento do caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais