O ministro André Mendonça, do STF, ordenou a prisão de Daniel Vorcaro na terceira fase da Operação Compliance Zero. A decisão ocorreu nesta quarta-feira (4) e contrariou o parecer da PGR, que pedia mais prazo para analisar o caso e alegava não haver urgência.
Segundo a PF, há indícios de crimes graves e risco às investigações, incluindo possível ameaça a vítimas, entre elas jornalistas. Mendonça afirmou que não houve dilação e que há fundamentos para medidas cautelares imediatas.
A PGR pediu 72 horas para manifestação, argumentando que não havia perigo iminente que justificasse rapidez na decisão. A defesa de Vorcaro e os demais investigados ainda não tiveram oportunidade de resposta.
A ordem de prisão envolve também Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Todos são alvos da nova fase da operação.
Contexto da decisão
A Polícia Federal afirma que o grupo mantinha vigilância e coerção privada para monitorar alvos e intimidar pessoas ligadas às apurações. A investigação aponta uso de sistemas restritos para acesso a dados.
Segundo a PF, Vorcaro pagava mensalmente Mourão para obter informações de autoridades, jornalistas e indivíduos de interesse do grupo. Há relatos de monitoramento para neutralizar situações sensíveis.
A decisão de Mendonça reforça que os elementos colhidos até aqui indicam prática de crimes com forte repercussão e justificam atuação imediata para interromper condutas que possam comprometer as investigações.
Implicações para a investigação
Relator do caso, Mendonça afirmou que houve acesso indevido a sistemas da PF, do Ministério Público e até de organismos internacionais. A medida busca preservar a integridade física e moral de cidadãos e autoridades.
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