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Moraes reverte transferência de Filipe Martins antes de ouvir polícia

Moraes revogou a transferência de Filipe Martins ao CMP antes de os esclarecimentos serem enviados, com assinatura indicando documento pronto previamente

Em recurso, defesa aponta para as evidências de que decisão estava pronta antes dos esclarecimentos chegarem. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
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Em recurso apresentado nesta quarta-feira (4), a defesa do ex-assessor Filipe Martins sustenta divergência de datas nos autos da ação do núcleo 2. O ministro Alexandre de Moraes assinou a decisão que mandou a Polícia Penal do Paraná reverter a transferência ao Complexo Médico Penal (CMP) antes de receber os esclarecimentos solicitados.

A transferência ocorreu no dia 6 de janeiro, sem pedido de autorização a Moraes. Na sexta-feira (27), o ministro pediu esclarecimentos; no dia seguinte (28), assinou o retorno à Casa de Custódia de Ponta Grossa. Os esclarecimentos chegaram apenas nesta segunda-feira (2). A Polícia Penal alegou motivos de segurança para a urgência do ato.

Detalhes da decisão

A reversão da transferência foi comunicada pela Polícia Penal no dia 3 de março, após os esclarecimentos serem apresentados. O ofício ressalta que o despacho é datado de 28 de fevereiro, o que indica elaboração anterior ao envio das informações. As datas parecem discordar do fluxo usual de autorização.

Após chegar ao CMP, Filipe Martins passou por exame médico e foi mantido em observação por quadro de pré-diabetes. Também foram detectados acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins. O pedido de transferência recebido pela diretoria-geral também mencionou o termo “preso político”, o que chamou a atenção de Moraes e foi tema de esclarecimentos. Martins foi condenado a 21 anos, relacionado a suposto plano de golpe ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A PGR afirma que Martins teria participado da criação de uma minuta que embasaria um estado de exceção.

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