O Banco Master voltou a aparecer nas manchetes nesta quarta-feira, 4, após decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a prisão de Daniel Vorcaro, dono da instituição. A medida encerra nova fase da operação conhecida como Compliance Zero.
Na primeira fase, em 18 de novembro de 2025, a Polícia Federal fez uma operação em São Paulo para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras. Vorcaro foi preso, junto com outras seis pessoas, e 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. As investigações tinham início em 2024, a pedido do Ministério Público Federal.
A PF explicou que o foco era investigar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes por uma instituição financeira, que teriam sido vendidos a outro banco e substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada. A prisão de Vorcaro foi revogada dez dias depois, em 28 de novembro, pela decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva, com a imposição de condições como o uso de tornozeleira eletrônica.
A segunda etapa ocorreu em 14 de janeiro de 2026, quando novas ações da Compliance Zero ocorreram. Endereços ligados ao banqueiro foram alvo de buscas e teve-se bloqueio de bens. O ministro Dias Toffoli, então no STF, comentou sobre novos ilícitos supostos atribuídos a Vorcaro para justificar os mandados.
Entre os desdobramentos, destacou-se Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da Igreja Lagoinha. Zettel foi detido durante a operação ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com um jatinho que seria adquirido para o registro de viagem ocorrer. Ele aparece ligado a investimentos em empresas como a rede Oakberry e a academia Les Cinq, em São Paulo.
Além disso, Zettel aparece como principal doador de campanhas políticas de Jair Bolsonaro, em 2022, e de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, no mesmo ano. A avaliação sobre o caso segue sob a condução de autoridades judiciais, com novas etapas e diligências previstas para apurar os fatos.
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