A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a segunda fase da Operação Paroxismo, que afastou por 60 dias o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, e o vice-prefeito Mario Neto. A ação mira indícios de desvio de recursos federais e fraude em licitação na área da saúde, relacionadas à construção do Hospital Geral Municipal.
As investigações apontam a atuação de um esquema envolvendo agentes públicos e empresários para direcionar licitações, desviar recursos e lavar dinheiro. O foco é o contrato de obra com orçamento estimado em 69,3 milhões de reais.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Macapá, Belém e Natal, atingindo endereços ligados ao prefeito, a servidores municipais e a sócios da empresa investigada. Também houve autorização para quebra de sigilo bancário e fiscal.
A decisão judicial suspendeu a participação da construtora, bem como de seus sócios, em licitações no Amapá durante a apuração. Relatórios da CGU indicam que o município recebeu praticamente 128,9 milhões de reais em transferências federais entre 2020 e 2024, parte vinculada à obra.
Segundo apuração, houve indícios de menor competitividade no processo licitatório, com propostas desproporcionais ao mercado e coincidências entre orçamento da empresa vencedora e parâmetros da administração municipal. Movimentações atípicas também foram identificadas.
A PF afirmou que as investigações visam aprofundar o exame de possível fraude na licitação firmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Macapá, com indícios de desvios de valores e vínculos com pessoas próximas ao prefeito.
Entre na conversa da comunidade