O prefeito de Macapá, Antônio Paulo de Oliveira Furlan, foi afastado do cargo nesta quarta-feira em decorrência de investigações sobre possível fraude na construção de um hospital público na capital amapaense. O vice-prefeito Mario Neto, do MDB, também teve afastamento determinado. Ambos devem ficar fora dos cargos por 60 dias, conforme a Polícia Federal.
A operação envolve ainda a apuração de um suposto esquema que visaria direcionar a licitação e desviar recursos públicos da obra. O contrato da construção do Hospital Geral Municipal tem valor estimado em 69,3 milhões de reais, fechado em maio de 2024. Investigações indicam participação de agentes públicos e empresários.
Além de Macapá, a PF cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em Belém, no Pará, e em Natal, no Rio Grande do Norte, com autorização do STF. O objetivo é reunir provas sobre o suposto desvio de recursos da Secretaria Municipal de Saúde.
Conforme apuração da PF, há indícios de direcionamento de licitação e de lavagem de dinheiro ligados à obra. A primeira fase da operação ocorreu em setembro do ano anterior, ampliando o escopo para novos mandados nesta quarta-feira.
Na véspera, Dr. Furlan viajou a Brasília para formalizar filiação ao PSD, partido de Gilberto Kassab. Ele é cotado para disputar o governo do Amapá nas eleições de outubro. A filiação ocorreu após o anúncio do afastamento.
Em agosto de 2025, durante visita às obras, o prefeito foi flagrado agredindo um profissional de imprensa que questionou o atraso na entrega. A prefeitura informou que houve retaliação a uma agressão anterior à equipe de reportagem.
A PF informou, em nota, que investiga indícios de um esquema envolvendo agentes públicos e empresários, com o objetivo de direcionar licitações, desviar recursos e lavar dinheiro no contexto do hospital. A operação atual foi autorizada pelo STF.
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