O MDB encerrou a última semana em perspectiva de neutralidade nas eleições de outubro. A maioria dos diretórios estaduais pressionou para não apoiar a reeleição do presidente Lula (PT) nem fechar aliança como vice. A medida implica queda de possibilidade de candidatura avulsa do MDB na chapa petista.
Lideranças emedebistas afirmam que o movimento reflete autonomia regional para priorizar ações locais e composições legislativas. Um grupo de 16 diretórios entregou um documento ao presidente da sigla, Baleia Rossi (SP), defendendo independência nas eleições.
Medidas e posições do MDB
A neutralidade já é apontada como certa por membros do MDB, que afirmam representar mais de 70% dos filiados. Entre os maiores colégios eleitorais, apenas a Bahia não assinou o documento. Emedebistas discutem que o centrão precisa apresentar propostas próprias nos estados.
O dado mais relevante é que o MDB não deverá fechar aliança com Lula nem indicar vice na chapa do PT. No Planalto, há quem cogite que a independência possa refletir acordos regionais e ajustes para futuras composições legislativas.
Cenários estaduais
Lideranças do Centro-Oeste, Sudeste e Sul lideram o movimento de neutralidade. Em alguns estados, o MDB já mudou de posição em relação a 2022, abrindo caminho para novas alianças locais. No Rio de Janeiro, o MDB participa da campanha de Lula indiretamente, apoiando o prefeito Paes em pleitos locais, mas não o PT.
No Nordeste e Norte, parte dos diretórios tende a seguir com o governo. Em Alagoas, Pará e Ceará, há sinais de apoio a nomes locais ligados ao PT ou aliados ao governo federal. Ainda assim, a definição varia conforme a conjuntura regional.
Perspectivas e impacto
No cenário federal, o Planalto aguarda movimentos semelhantes do PSD, outro gigante do centrão. Diretórios regionais do Amazonas, Bahia e Pernambuco devem apoiar Lula independentemente de candidaturas nacionais dos presidenciáveis do PSD.
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