O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar condutas da Globo no Big Brother Brasil 26, durante dinâmicas e provas do reality. A apuração foca em possíveis torturas, tratamento desumano ou degradante e riscos à saúde dos participantes.
Entre os episódios citados pelo MPF estão crises de convulsão de Henri Castelli, a permanência de Breno fora da dinâmica do exílio e, principalmente, o confinamento no Quarto Branco, com Chaiany, Matheus, Leandro e Gabi. O material utilizado envolve relatos da temporada e imagens do programa.
O MPF aponta que as condições criaram riscos à saúde dos competidores, especialmente no Quarto Branco, onde houve jejum de 12 a 16 de janeiro com bolachas de água e sal, água de coco e água, em ambiente totalmente branco e sem condições mínimas de descanso. A Globo não se manifestou oficialmente.
A defesa de direitos fundamentais é tema central da revisão, segundo o MPF, que afirma que a produção de programas não pode justificar violações constitucionais. O princípio de proibição de tratamentos degradantes é entendido como absoluto.
Quarto Branco e eventos sob escrutínio
No início de janeiro, a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) enviou carta ao MPF criticando a dinâmica da TV Globo, comparando-a a tortura. A citação reforça o debate sobre os limites das provas convencionais.
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