Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, está em estado gravíssimo após uma tentativa de suicídio ocorrida na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Mourão é apontado pela PF como braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro e foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero.
A informação sobre o estado de saúde foi confirmada pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais nesta quinta-feira. Mourão segue internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital João XXIII, na capital mineira, em estado crítico, ainda sem confirmação de morte encefálica.
Na noite de quarta-feira, a PF informou que médicos teriam constatado morte cerebral, mas minutos depois o governo de Minas atualizou o quadro, dizendo que ele permanece vivo, porém crítico. Mourão foi socorrido ao hospital durante o episódio na PF, onde aguardava audiência de custódia.
A defesa afirmou que esteve com Mourão horas antes do ocorrido e não detectou mudanças de comportamento. Ele integrava a organização promovida por Vorcaro, cuja prisão ocorreu na mesma operação por suposta obstrução de Justiça, ameaça a testemunhas e corrupção de servidores do BC, entre outras irregularidades.
Segundo relatório da investigação, Mourão executava tarefas estratégicas, como monitoramento de alvos, extração de dados de sistemas sigilosos e ações intimidatórias contra desafetos do grupo. Indícios indicam que recebia aproximadamente 1 milhão de reais por mês pelos serviços.
Investigação e desdobramentos
A PF abriu inquérito para apurar as circunstâncias da tentativa na cadeia, e as imagens do ocorrido foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, do STF, relator no processo ligado ao Banco Master. Paralelamente, a CPMI do INSS solicitou acesso aos elementos das apurações.
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