A Polícia Federal concluiu que um trecho contido em um celular ligado ao empresário Daniel Vorcaro era suficiente para considerar a situação emergencial e acionou o ministro André Mendonça, do STF. A prisão do ex-banqueiro foi decretada com base nesse material, segundo fontes. A PF descreveu a ação como parte de uma fase da investigação.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025. Na última semana houve nova operação contra ele, e, ao todo, a PF já apreendeu pelo menos oito celulares do empresário. Além disso, há mais de 100 aparelhos sob custódia para perícia em diferentes fases do inquérito.
O conteúdo vazado até agora mantém o STF no centro da crise. A jornalista Malu Gaspar divulgou mensagens com visualização de apenas um destinatário entre Moraes e Vorcaro na data da primeira prisão. Moraes negou inicialmente, mas em nota pública afirmou que não é o destinatário das mensagens, após a divulgação de novos prints.
O STF não informou quem realizou a perícia nem como o material chegou ao conhecimento público, pois o material permanece sob sigilo. A revelação levou à CPI do INSS a abrir apuração sobre vazamentos e desconfianças entre instituições. Mendonça autorizou a investigação.
Uma autoridade acompanham as investigações avalia que ainda é cedo para confirmar novas mensagens que possam envolver Moraes. As conversas ocorridas no dia 17, segundo relatos, teriam incluído uma pergunta sobre bloqueio de informações momentos antes da prisão, mas ainda não foram totalmente periciadas pela PF.
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