O Historic Pact, bloco de esquerda que levou o presidente Gustavo Petro ao poder em 2022, emergiu das eleições legislativas de domingo como a maior força no Senado, mas sem obter maioria. Dados oficiais apontam 25 das 102 cadeiras para o grupo, enquanto o centro-direitista Democrático Curto ficou em segundo, com 17 cadeiras. A votação ocorreu em todo o país, incluindo Bogotá, e os resultados indicam necessidade de coalizões para atuação no plenário.
A composição do Senado segue um mapa fragmentado, com outras forças distribuídas entre Liberal (13), Aliança Verde (10), Conservador (10), La U (9) e Radical Change (7). Ao todo, 11 cadeiras ficaram com partidos menores. No Senado, o Historic Pact precisa negociar para avançar propostas importantes.
Cenário no Senado e Câmara
Na Câmara dos Deputados, a oposição Democrático Centro lidera com 32 das 182 cadeiras, seguido pelo Liberal com 31 e pelo Historic Pact com 29. Conservador vem com 18 cadeiras, Radical Change tem 13 e Aliança Verde soma 7. Isso reforça a dificuldade de governabilidade para qualquer lado.
Analistas veem o resultado como uma vitória do pacto no Legislativo, mas sem garantias de apoio estável caso o candidato de direita seja eleito presidente. Se Cepeda perder, o pacto pode se tornar a principal força de oposição, segundo avaliações políticas.
Perspectivas e análises
Um dos impedimentos apontados é o período de tramitação de pautas, já que o Congresso aparece altamente fragmentado. O futuro presidente, independentemente do campo político, pode enfrentar resistência de blocos de oposição para aprovar medidas.
Ariel Avila, senador reeleito pelo Green Alliance, afirma que a próxima gestão encontrará dificuldades para avançar com grandes mudanças. Ele prevê um cenário de vetos e entraves entre partidos de diferentes espectros ideológicos.
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