Ao discursar na CPMI do INSS nesta segunda-feira, o relator Alfredo Gaspar acusou o empresário Daniel Vorcaro de manter relações suspeitas com autoridades da República e cobrou explicações do ministro Alexandre de Moraes. A prisão preventiva de Vorcaro ocorreu na semana anterior.
Gaspar classificou Vorcaro como mafioso, destacando a acusação de que teriam havido negócios entre o empresário e autoridades representadas pelo escritório da família Moraes. O relator citou um suposto repasse de valores envolvendo contratos com o Master, empresa alvo da investigação anterior.
Segundo o relator, a questão não seria apenas um encontro entre setores, mas operações financeiras entre as partes, com estimativas de R$ 80 milhões transferidos e contratos de grande monta. O escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, é apontado como intermediário de parte dessas tratativas.
Gaspar pediu avanço nas investigações e a suspensão de sigilos, afirmando que mensagens entre Vorcaro e Moraes teriam relevância para o caso. Moraes negou ter recebido mensagens do empresário no momento da prisão inicial, na semana passada.
O relator também questionou decisões que, na visão dele, interferem nos trabalhos da CPMI. Ele citou a suspensão de quebras de sigilo para aliados do governo como medida contestada. A CPMI pretende ouvir Vorcaro para esclarecer vínculos com fraudes no INSS.
No que diz respeito às respostas oficiais, Moraes afirmou publicly não manter relação irregular com Vorcaro e negou participação direta em atividades privadas do escritório. Vorcaro sustenta que os contratos são legais e relacionados a serviços prestados.
A Gazeta do Povo solicitou posição da defesa de Vorcaro, que ainda não retornou. O espaço permanece aberto para novas informações à medida que o tema evolua.
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