O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirma ter reunido 23 assinaturas para a instalação de uma CPI no Senado que investigará a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF, em relação ao Banco Master. O regimento exige 27 adesões para abrir a comissão.
Vieira informou que continuará coletando assinaturas até atingir uma margem segura, mas pretende protocolar o requerimento nesta semana. A tentativa ocorre após investigações apontarem indícios de ligação entre os ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Entre os signatários estão senadores oposicionistas como Eduardo Girão, Magno Malta, Sergio Moro, Oriovisto Guimarães e Esperidião Amin. Da base governista, participa apenas o senador Jorge Kajuru, segundo lista divulgada pelo parlamentar.
Objetivo da CPI e base das investigações
O requerimento afirma que a CPI pretende apurar relações pessoais, financeiras ou de outra natureza entre Toffoli, Moraes e Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como possíveis reflexos na atuação dos ministros. A meta é avaliar responsabilidade e fortalecer a independência do Judiciário.
Segundo a apuração da imprensa, há indícios de relação entre Vorcaro e os ministros. Em Moraes, a PF identificou contrato do banco com o escritório da esposa do ministro, para serviços jurídicos de longo prazo, o que gerou contestação. O escritório negou prestação de serviços ao STF.
No caso de Toffoli, a investigação aponta ligação do ministro com uma empresa dos irmãos, ligada a um resort no interior do Paraná, com negociações de capital com um fundo do cunhado de Vorcaro. Toffoli já reconheceu relação societária anterior e deixou a relatoria do caso Master.
O processo passou a ser conduzido pelo ministro André Mendonça, que tem acelerado os trâmites do caso. A CPI envolve um conjunto de questionamentos sobre a conduta institucional e a relação entre o setor privado e o Judiciário.
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