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CPMI do INSS recorre contra decisão de Dino que suspendeu quebras de sigilo

CPMI do INSS recorre ao STF contra decisão de Flávio Dino que suspendeu quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático do filho de Lula e investigados

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana, pediu ao STF que Flávio Dino reconsidere sua decisão de suspender as quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático do filho do presidente Lula e de outros investigados. A defesa afirma que a votação em bloco é um ato interno do Congresso e não pode sofrer intervenção judicial.

Dino anulou as quebras após entender que as medidas demandavam fundamentação individualizada para cada requerimento invasivo. A CPMI sustenta que as comissões de inquérito não precisam de fundamentação exauriente, ao contrário do que ocorreria em decisões judiciais.

Ponto central do recurso

A presidência da CPMI argumenta que a decisão do ministro representa uma interferência indevida no regimento interno do Congresso. O recurso ressalta que já houve validação de votações em plenário em outras comissões, como a CPI da Pandemia e a comissão mista que acompanhou atos de 8 de janeiro.

A defesa aponta que as quebras são cruciais para avançar as apurações sobre eventuais fraudes no INSS. No caso envolvendo a empresária Roberta Luchsinger, o recurso afirma que ela ocupa posição estratégica no núcleo político da organização responsável pelos desvios em benefícios previdenciários.

Detalhes processuais e próximos passos

O recurso classifica como erro a extensão dos efeitos da liminar a todos os alvos da quebra de sigilo, conforme a decisão anterior. Por fim, solicita que o caso seja analisado com urgência no plenário, citando o andamento próximo do encerramento das investigações na CPMI.

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