O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira, durante reunião com chefes de tribunais do país, que a confiança pública no Judiciário vive uma crise e precisa ser enfrentada. O evento ocorreu em Brasília, com foco na relação entre trabalho institucional e imagem da Justiça.
Fachin mencionou a existência de privilégios na folha de pagamento do Judiciário, referindo-se aos chamados penduricalhos. Não citou o caso Master nem mencionou explicitamente Moraes e Toffoli, segundo apuração independente das falas.
O ministro defendeu a necessidade de manter o distanciamento entre magistrados, partes e interesses em jogo, afirmando que imparcialidade sustenta a equidade e que as decisões devem superar o escrutínio público.
Para ele, o Judiciário precisa fomentar o debate sobre seus privilégios, mas observa resistência interna em elevar o padrão ético. Segundo Fachin, há uma tendência de manter o pé atrás quanto aos reajustes salariais acima do teto.
Fachin também abordou debilidades éticas envolvendo relações entre ministros e terceiros, sem detalhar casos específicos. A crítica aponta para a necessidade de explicações claras para restaurar a confiança pública, diante de denúncias e controvérsias.
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