A divulgação de documentos britânicos revela detalhes sobre Peter Mandelson durante seu período como embaixador no Estados Unidos. O material examina o que era conhecido sobre sua relação com Jeffrey Epstein, acusado de crimes sexuais. A primeira leva foi tornada pública na quarta-feira.
Os papéis mostram um relatório de due diligence que aponta risco reputacional associado à relação com Epstein. O documento, com checagens de 4 de dezembro de 2024, cobre 2009 a 2011, período em que Mandelson era ministro dos Negócios.
Também há relatos de que Mandelson teria ficado na casa de Epstein enquanto o empresário cumpria prisão, em 2009. Além disso, uma nota de briefing indica que a equipe da época tratou do tema com cautela, embora tenha havido resposta satisfatória a questionamentos.
Diligência e avaliação de risco
A nota de recomendações ao premiê avalia o relacionamento como potencial risco para a reputação do governo. A análise aponta que o assunto exigia tratamento cuidadoso para evitar impacto político.
Preocupações internas
Funcionários informaram a Keir Starmer que uma nomeação política envolvendo Mandelson o colocaria em risco de exposição. A avaliação ocorreu antes da nomeação proposta e tratou de possíveis consequências.
Processo de nomeação e curso da apuração
Relatos indicam que o processo de indicação foi considerado atípico e apressado por Powell, assessor de segurança nacional. Também há reservas expressas pelo então chefe do Foreign Office, Philip Barton.
Indenização de saída
Os documentos tratam de pagamento de indenização após Mandelson ser demitido. O pedido era pela quitação de encargos salariais de um mandato de quatro anos, estimados em 547,201 libras. O governo aprovou 75,000 libras, incluindo pagamento discricionário e direito legal.
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