José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, sinalizou a possibilidade de impeachment de ministros do STF, destacando que o Senado tem o dever de agir se houver crime comprovado. Ele afirmou que o país não pode pautar a Justiça apenas para objetivo eleitoral. Entrevistado pela CNN Brasil, nesta quinta (12), Dirceu manteve a posição.
Apesar da ressalva, o ex-deputado ressaltou que discutir impeachment não deve dominar a pauta. Em sua visão, a agenda para eleger senadores não pode depender de ações contra o STF, mesmo diante de eventual irregularidade envolvendo ministros.
Contexto político e institucional
O comentário de Dirceu ocorre em contexto de mudança de discurso na esquerda. No fim de semana anterior, Edinho Silva, presidente do PT, defendeu reformas institucionais para aproximar poderes do povo, sem provocar enfraquecimento da democracia.
Investigações e relações com o STF
As declarações coincidem com investigações ligadas a atores financeiros, incluindo o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que apontam contatos com a cúpula do STF, especialmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Toffoli afastou-se de três processos relacionados ao tema, incluindo o inquérito principal.
Panorama na Justiça e ética
Paralelamente, o presidente do STF, Edson Fachin, busca recuperar a credibilidade da corte ao propor um código de ética. A relatora é a ministra Cármen Lúcia, com a OAB defendendo a inclusão de medidas para ampliar a transparência, como o uso do plenário virtual apenas como exceção.
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