Elon Musk disse hoje que a prisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF, estaria a caminho, em resposta a uma postagem sobre possíveis vínculos entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A fala surgiu após Glenn Greenwald compartilhar uma notícia sobre as ligações entre Moraes e Vorcaro.
Greenwald questionou, em seu perfil, a possível prisão do magistrado, relacionando Moraes a investigações sobre fraudes financeiras envolvendo Vorcaro. Em seguida, o jornalista relembrou uma publicação antiga de Musk com uma foto de Moraes na prisão, feita por IA, com a previsão de prisão.
Musk respondeu que a prisão poderia ocorrer, ao justificar que não cabe arrumar briga com ele. O episódio ocorre no contexto do inquérito das milícias digitais no STF, que investiga a atuação de grupos suspeitos de disseminar falsas informações nas redes.
O inquérito, instaurado em abril de 2024, envolve a possível instrumentalização criminosa do X, além de desobediência a decisões judiciais e obstrução à Justiça. Moraes já arquivou o inquérito envolvendo Musk nesta semana, segundo relatos.
A notícia mencionada por Musk envolve a relação da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, com o Banco Master. Documentos apontam que Viviane firmou contrato de cerca de 129 milhões de reais para serviços da defesa de Vorcaro em órgãos reguladores e no Congresso.
Segundo investigações da Polícia Federal, Vorcaro e Moraes teriam trocado mensagens pelo WhatsApp no dia 17 de novembro de 2025, data em que foi cumprida a primeira ordem de prisão contra o banqueiro. Moraes afirmou que as mensagens não chegaram ao seu telefone, mas a contatos na agenda de Vorcaro.
Viviane Barci afirmou, em nota, que os serviços prestados ao Master se concentraram em compliance e na revisão do código de ética da instituição. O STF também informou que as mensagens não foram destinadas ao telefone do ministro e que seguem sob apuração.
Conforme relatos do Estadão, o código-fonte da PF questiona a versão de Moraes sobre os destinatários das mensagens. A avaliação, ainda sem conclusão, está sob análise das autoridades envolvidas no caso.
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