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Alvo da PF por suposta perseguição a Dino foi preso por extorsão em 2017

PF solicita busca e apreensão contra blogueiro Luis Pablo por suposta perseguição a ministro Flávio Dino, após divulgação de veículo oficial usado no Maranhão

Jornalista Luis Pablo
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O blogueiro Luis Pablo Conceição Almeida, alvo de mandado de busca e apreensão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, é proprietário da Olbap Comunicação, criada em 2016. Ele mantém um blog com conteúdo predominantemente político, sob patrocínio da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Luis Pablo já foi preso em 2017, junto com o pai e um irmão, também blogueiros. A PF suspeitava que a família cobrava valores de investigados para não publicar informações sigilosas. Os familiares contestaram as acusações na época.

Contexto do caso: processos e histórico

A atuação do blogueiro gerou dezenas de ações por crimes contra honra, injúria e difamação, segundo registros nos tribunais do Maranhão. Em algumas ocasiões, ele foi condenado a indenizar pessoas mencionadas no blog.

O processo mais antigo envolve o governador Flávio Dino, quando ele era titular do governo estadual. A condenação por danos morais ficou em R$ 10 mil, recurso encaminhado ao STJ, que manteve a decisão em 2019.

Perseguição e elementos do inquérito

O STF investiga possível perseguição contra Dino com base em reportagens do blog. A PF pediu a apreensão de dispositivos do investigado, afirmando que houve monitoramento de deslocamentos do ministro em território maranhense.

Em nota posterior, a PGR manifestou apoio à solicitação, mencionando risco à privacidade e à liberdade individual. A ação envolve a divulgação de dados de segurança e de veículos oficiais.

Defesa e reações

A defesa de Luis Pablo sustenta que o trabalho jornalístico é voltado à apuração de fatos de interesse público e ao respeito à Constituição. Associações de imprensa e entidades da área jornalística criticaram a decisão, destacando riscos à liberdade de imprensa.

O caso está vinculado a investigações que também passaram pela análise do STF, com Moraes responsável pela distribuição dos autos. A decisão judicial ressalta a necessidade de apurar suposto monitoramento ilegal dos deslocamentos do ministro.

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