O PL começa a definir a estratégia para fortalecer a bancada na Câmara em 2026, mesmo após perder dois de seus principais puxadores de voto. Eduardo Bolsonaro, réu no STF, está no exterior, enquanto Carla Zambelli cumpre inelegibilidade e está presa na Itália. As derrotas desmontam o peso de votos anteriores do partido.
A legenda tenta repetir ou ampliar o desempenho de 2022, quando elegeu 99 deputados, a maior bancada da Câmara. A ideia é buscar novos nomes que atuem como puxadores de voto para sustentar vagas na lista e facilitar a eleição de correligionários.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, aponta o Sudeste como região-chave e cita São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como estados estratégicos. Segundo o TSE de 2024, SP e MG são os dois maiores colégios eleitorais do país.
Entre as apostas estão Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), já com intenção de disputar a reeleição. Ferreira foi um dos mais votados em 2022, com 1.492.047 votos, em sua primeira campanha.
Lucas Pavanato, vereador de São Paulo, figura entre as possibilidades do PL para puxar votos. O sled de 161.386 votos recebidos na eleição municipal de 2024 sustenta a avaliação. Ele não confirma candidatura à Câmara, mas admite possibilidade.
Sargento Salazar, vereador de Manaus, e Ana Campagnolo, deputada estadual de SC, também aparecem na lista de potenciais puxadores de voto. Outras opções citadas pelo PL incluem André Fernandes, Detinha, Éder Mauro, Cabo Gilberto, André Ferreira, Altineu Côrtes e Zucco.
A estratégia fala em diversificar o leque com vereadores, deputados federais e uma deputada estadual, buscando manter o peso da sigla na identificação de maior votação. A meta é manter o efeito de votação expressiva para alavancar vagas na lista partidária.
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