O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais, segundo levantamento Real Time Big Data. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 11 e 12 de março, com margem de erro de dois pontos.
A liderança de Cleitinho, que já passou por Vereador, Deputado Estadual e Senador, está consolidada no enfrentamento a adversários fragmentados na disputa. O cenario aponta Rodrigo Pacheco com 19%, Kalil com 11% e Mateus Simões com 9%.
Cleitinho tornou-se figura de destaque ao longo de 10 anos afastado da atividade tradicional de Minas. Ganhou seguidores com mensagens diretas, críticas a privilégios e denúncias sobre obras públicas, atraindo apoiadores nas redes sociais.
Antes da política, o cacique mineiro foi cantor de pagode e atuava no comércio da família em Divinópolis, cidade de 250 mil habitantes. Hoje, histrionicamente, utiliza vídeos curtos para defender bandeiras conservadoras.
Cenário atual e alianças
Entre apoiadores, está o deputado federal Euclydes Pettersen, marcos da organização da pré-candidatura. Pettersen é alvo de investigações vinculadas à Operação Sem Desconto, o que aumenta a atenção dos adversários sobre o entorno do candidato.
Outro elemento relevante é o empresário Alex Sandro Coelho Diniz, primeiro suplente de Cleitinho. Dono de rede de supermercados, ele integra a família que figura entre as maiores acionistas do Grupo Pão de Açúcar.
Apoios locais são vistos como fundamentais para manter a vantagem nas próximas semanas, especialmente diante de um quadro de baixa empolgação sobre outras opções, como Kalil e Pacheco, sem palanque definido em Minas.
Controvérsias e limites da narrativa
Críticas apontam que Cleitinho aproveita a indignação contra a política tradicional para ampliar apoio, embora tenha ligações com figuras influentes do setor empresarial. Esse vínculo é usado por adversários para questionar o formato outsider da candidatura.
No campo das pautas, o senador mantém apoio a programas sociais e defesa de isenções de imposto. Em contrapartida, declara oposição ao governo federal e criticou decisões de tribunais, buscando equilíbrio entre discurso popular e governabilidade.
A disputa mineira envolve também a relação entre figuras que empurram Simões como substituto natural de Zema, cenário que pode redefinir alianças na reta final. Cleitinho aparece como programa de continuidade, com foco na máquina estadual.
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