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Promotor afirma que PCC e CV são organizações mafiosas, não terroristas.

Promotor afirma que PCC e Comando Vermelho são organizações mafiosas, não terroristas; classificação pode colocar a soberania brasileira em risco e ampliar cooperação com EUA

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O promotor Lincoln Gakia, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que não é provável classificar o PCC como organização terrorista para eliminar a atuação da facção no Brasil. Segundo ele, PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas transnacionais e violentas, mas não terroristas. A avaliação segue a legislação brasileira e padrões da ONU.

Gakia contou ter sido procurado por assessores do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para ajudar a preparar um relatório sobre o PCC e sua atuação fora do Brasil. Ele informou manter contato permanente com autoridades norte-americanas sobre o tema.

O promotor destacou que, além da cooperação policial já existente com o FBI e a DEA, o caminho seria ampliar forças-tarefas conjuntas entre Brasil e EUA, sem enquadrar o PCC como terrorista. Ele citou operações realizadas com informações compartilhadas entre os dois países.

Ele ressaltou ainda que a classificação como terrorista poderia trazer efeitos colaterais, como impactos comerciais e financeiros, e mudanças no tipo de operação entre EUA e Brasil, com risco de reduzir a agilidade no compartilhamento de dados.

Para Gakia, o principal risco é à soberania brasileira: a classificação poderia permitir ações militares americanas dentro do Brasil sem autorização brasileira, caso as informações passem a ser confidenciais ou secretas.

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