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Novo presidente chileno reverte políticas do antecessor e corta cultura

Governo de José Antonio Kast corta 3% dos gastos de todos os ministérios, incluindo Cultura, provocando reação de artistas e incerteza sobre programas culturais

Chile's previous president Gabriel Boric (left) receives his successor José Antonio Kast (right) in December 2025
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O governo do Chile, sob o mandato de José Antonio Kast, anunciou em 9 de março um corte de 3% no orçamento de todos os ministérios, incluindo o Ministério das Culturas, Artes e Patrimônio. A medida, apresentada antes da posse oficial do presidente, integra o plano de reduzir gastos públicos.

A proposta vem após anos de aumento no orçamento da pasta cultural, soba administração de Gabriel Boric, que elevou o orçamento para cerca de 580 milhões de dólares em 2026. A trajetória incluiu a incorporação de programas de outras áreas ministérios e chegou a tentar chegar a 1% do gasto público, sem sucesso. Observatório de Políticas Culturais registra o teto próximo de 0,56%.

O novo ministro das Culturas, Artes e Patrimônio, Francisco Undurraga, de Evópoli, afirmou que o ministério estuda como aplicar o corte de 3%. O recado sustenta que há gastos excessivos na área, o que provoca preocupação entre a União Nacional de Artistas, que contestou a avaliação. A entidade também afirmou que o investimento continua insuficiente.

A maior parte do orçamento do ministério fica com a Subsecretaria de Culturas e Artes, e o Serviço Nacional de Patrimônio Cultural, responsáveis por políticas, projetos, bibliotecas, arquivos e museus, incluindo o Museu Nacional de Belas Artes, em Santiago. Autoridades comentam que algumas iniciativas podem ser eliminadas para cumprir o corte.

Desdobramentos e críticas

A gestão também pretende avançar com o cancelamento de programas, como o passe cultural voltado a jovens de baixa renda, para reduzir despesas. Analistas e ex-titulares indicam que o objetivo é tornar a máquina pública mais enxuta, com maior supervisão sobre gastos e avaliação de resultados.

Enquanto isso, o governo acelerou a tramitação do Projeto de Lei de Patrimônio Cultural no Senado, iniciado em 2019, que visa modernizar a proteção e a gestão do patrimônio no Chile. A medida busca manter o impulso de preservação, mesmo diante de ajustes orçamentários.

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