Nigel Farage, chefe do Reform UK, afirmou que, se eleito primeiro-ministro, baniria orações em massa de muçulmanos em locais históricos do Reino Unido. A declaração ocorreu durante o lançamento do manifesto do partido na Escócia.
O comentário surge na esteira de um debate iniciado nesta semana sobre uma oração pública muçulmana em Trafalgar Square, descrita por um político conservador como ato de dominação e divisão. O ministro da Justiça do Tory criticou as falas.
Farage ressaltou que não se opõe à oração individual, mas classifica as orações em massa como provocativas, considerando-as inadequadas em sites históricos da Inglaterra. Ele citou práticas de outros países como referência.
Contexto político e resposta
Sadiq Khan, prefeito de Londres e militante do Partido Trabalhista, participou do evento pacífico na segunda-feira promovido pela Ramadan Tent Project. O encontro ocorreu perto do pôr do sol e do iftar, com centenas de participantes.
O líder trabalhista Keir Starmer pediu demissão do colega Nick Timothy, autor das falas controversas, e defendeu a diversidade religiosa de Londres, incluindo atividades cristãs, judaicas e hindus no espaço público.
Farage mantém posição de que o controle de eventos religiosos em locais históricos é necessário para manter o equilíbrio cultural. O tema influencia o debate sobre imigração, secularismo e políticas públicas de ênfase britânica.
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