O grupo de centro-direita da UE, a EPP, está no centro de um escândalo após uma investigação da agência alemã dpa. A apuração aponta cooperação com partidos de direita radical, incluindo o AfD, na formulação de leis migratórias da União, com comunicação ocorrendo em um grupo de WhatsApp. Manfred Weber, líder da EPP, estaria envolvido.
Analistas destacam que a EPP já mantinha contatos com o ECR e outras formações de direita desde as eleições europeias de 2024, em diversos dossiers, como desregulamentação e migração. O caso reacende debates sobre a distância entre o centrismo pró-EU e partidos à direita do espectro.
A polêmica surge em meio a eleições municipais na França, realizadas no último domingo. Mesma data em que quase 48,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, com segundo turno marcado para 22 de março em cidades onde nenhum candidato atingiu 50%.
Eleições municipais na França
Paris caminha para liderança de Emmanuel Grégoire, candidato socialista, segundo levantamentos. Em Lyon, a aliança entre verdes e França Insubmissa de esquerda redesenha a disputa. Especialistas entendem que as votações revelam uma força maior de forças extremistas tanto da direita quanto da esquerda.
Segundo Küchler, o quadro sugere fragilidade do espaço central de Macron, com o crescimento de forças radicais à direita e à esquerda. Por outro lado, Pornschlegel vê a eleição como processo distinto do pleito presidencial de 2027, com participação menor e motivações diferentes.
A apuração pode manter o foco público em temas como migração e políticas públicas, influenciando dinâmicas nacionais. O podcast está disponível nos players habituais. Temas e desdobramentos continuam em cobertura futura.
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