O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a intenção é prorrogar os trabalhos por mais dois meses para não atrapalhar o calendário eleitoral. A declaração ocorreu nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, no Senado.
A prorrogação foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, que determinou um prazo de 48 horas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ler o requerimento de extensão. O prazo original para a CPMI se encerrava em 28 de março.
Segundo Mendonça, a decisão segue o rito constitucional, sem sinalizar apoio ou oposição à prorrogação. A medida devolve parcialmente a confiança da população na decisão da Corte, segundo o senador Viana.
Viana explicou que a CPMI poderá estender os trabalhos por até 120 dias caso surgam fatos novos que exijam mais tempo. Ele afirmou que a ideia é manter a prorrogação por dois meses, considerando o impacto no desfalque da Previdência Social.
O senador ressaltou que a extensão proposta visa apresentar uma resposta mais coerente e completa sobre os desvios apurados na Previdência Social. A CPMI busca esclarecer pontos que afetam o funcionamento do INSS.
A decisão de prorrogar dependerá de novas deliberações da CPMI, com possíveis ajustes no prazo conforme o andamento das apurações. Não houve confirmação de novas datas oficiais até o momento.
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