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Rui Costa afirma que não houve benefício ao Banco Master na gestão da Bahia

Costa nega favorecimento ao Banco Master; afirma que aquisição foi feita por fundo espanhol articulado por investidores ligados a Augusto Lima

O ministro da Casa Civil, Rui Costa
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O ministro da Casa Civil, Rui Costa, negou qualquer favorecimento ao Banco Master durante sua gestão como governador da Bahia. Em entrevista ao JR Entrevista, destacaram-se críticas a mudanças nas regras do crédito consignado e à venda de ativos estaduais, com o ministro afirmando que a participação de Augusto Lima ocorreu apenas na articulação de investidores para a compra de um ativo deficitário.

Costa disse que o governo baiano realizou leilões para vender um supermercado público com prejuízos acima de um bilhão de reais. Segundo ele, Lima articulou investidores espanhóis para o leilão e o ativo foi adquirido por um fundo estrangeiro, não por instituição financeira. O ministro destacou não ter relação com o negócio.

Foram realizados três leilões, inclusive na B3, com acompanhamento de órgãos de controle. O ativo acabou em mãos de um investidor com maioria de capital espanhol, ligado a Lima, conforme o relato do ministro.

A reunião no Planalto

Augusto Lima voltou ao centro do debate por ligação com o banco e proximidade com integrantes do governo federal. Lima atuou como CEO do Banco Master e participou de reunião em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, com o presidente Lula, Rui Costa e o banqueiro Daniel Vorcaro.

O encontro, antes não oficial, contou com outros membros do governo e teve articular de Guido Mantega, ex-ministro, ligado ao Master. O episódio ganhou repercussão durante as investigações que resultaram na liquidação da instituição em 2025.

O decreto do Credcesta

Costa rebateu críticas sobre o decreto de 2022 na Bahia, acusado de dificultar a portabilidade de crédito consignado no Credcesta. O ministro afirmou que as acusações são inverídicas e que a norma não tratou de portabilidade.

Segundo ele, a medida reduziu de 30% para 15% o limite de uso do cartão em determinadas operações, limitando o uso a compras e impedindo empréstimo via essa modalidade. A participação do senador Jaques Wagner na formulação da medida foi considerada por Costa como informação falsa.

A venda do ativo estadual

Ao falar sobre a venda, Rui Costa utilizou uma comparação para afastar responsabilidades futuras. A operação foi apresentada como saída de um ativo que gerava prejuízos para o estado.

O ministro reiterou que não houve benefício ao Banco Master, afirmando que o banco sequer existia à época da venda. Em nenhum momento, segundo ele, houve favorecimento ou vínculo direto com a instituição.

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