O ministro Nunes Marques, do TSE, votou para inocentar Cláudio Castro no processo de inelegibilidade por abuso de poder político e econômico ligado às eleições de 2022. A defesa alegou ausência de elementos que configurem vantagem eleitoral. O julgamento foi retomado na terça-feira, 24 de março de 2026.
Castra renunciou ao mandato na segunda-feira anterior ao retorno do julgamento, afirmando sair com apoio público e pesquisas favoráveis. O ex-governador do Rio de Janeiro é acusado de irregularidades na contratação de servidores temporários durante a campanha de reeleição.
Nunes Marques abriu divergência em relação à relatora Isabel Gallotti, que votou pela condenação com cassação e inelegibilidade. O ministro afirmou que apenas três depoimentos, em meio a 27 mil contratações, não demonstram caráter eleitoral das ações. A leitura envolve avaliação de volumes e impactos.
Entenda
As apurações tratam de contratações feitas pela Ceperj e pela UERJ em 2022, com relatos de pagamento atípico e uso de estrutura administrativa durante a campanha. O Ministério Público Eleitoral apontou possível benefício político, enquanto o TRE-RJ absolveu os investigados em 2024.
O julgamento do TSE teve início em novembro de 2025, quando Gallotti votou pela condenação. Em março de 2025, um ministro havia sugerido que as ações favoreceram a manutenção do poder por meio de programas supostamente sociais. A defesa sustenta que não houve ligação direta entre atos administrativos e a campanha.
A análise no TSE envolve a possibilidade de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022 no Rio. As investigações apontam contratações em larga escala, com contratações temporárias em projetos com órgãos estaduais.
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