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Policial civil e empresário viram réus em esquema ligado ao Faraó dos Bitcoins

Policial civil, guarda municipal e empresário viram réus em denúncia do MPRJ por violação de sigilo, corrupção e captação de investidores na organização do Faraó dos Bitcoins

Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins.
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Um policial civil, um guarda municipal e um empresário foram denunciados e viraram réus em um esquema criminoso liderado por Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins. A denúncia foi apresentada pelo Gaeco do Ministério Público do Rio de Janeiro e recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Data divulgada: esta terça-feira (24).

Segundo o MP, Robson Bento de Oliveira, Bruno Ferreira da Silva e Diego Vianna de Souza e Silva atuavam na organização liderada por Glaidson, exercendo funções distintas no esquema. Robson e Bruno, conforme a denúncia, violaram sigilo funcional ao acessar dados do Infoseg para identificar concorrentes. Robson também é processado por corrupção passiva.

Diego Vianna, além de investir recursos próprios, atuava como captador de novos investidores. A Justiça determinou o afastamento temporário de Robson da Polícia Civil e de Bruno da Guarda Municipal. O Faraó dos Bitcoins já havia sido condenado, em outubro de 2025, a 19 anos e 2 meses de prisão por organização criminosa e corrupção ativa.

Condenação anterior e desdobramentos

Glaidson e Daniel Aleixo Guimarães, o Dany Boy, foram condenados em outubro do ano passado, no âmbito da Operação Novo Egito de 2022, segundo o Gaeco/MPRJ. A ação apontou pagamento de propina a policiais para favorecimento de empresa da GAS Consultoria e Tecnologia.

A denúncia de 2021 traz ainda que a organização teria gasto cerca de R$ 150 mil para atrair investigações contra concorrentes, com recursos destinados a policiais civis. Revele-se que as conversas interceptadas fundamentaram o pagamento autorizado por Glaidson a Daniel Aleixo.

Na época, a CNN Brasil tentou contato com as defesas de Gladson e Daniel para posicionamento, sem sucesso. Outras informações públicas apontam que a GAS atuava na Região dos Lagos com atividades criminais associadas.

Desdobramentos atuais

O MP afirma que Robson, Bruno e Diego integravam a rede criminosa com funções específicas ligadas às atividades de Glaidson. O espaço para defesa continua aberto, sem conclusão sobre o andamento dos recursos.

A investigação segue em curso, com novas apurações previstas no âmbito da ação penal e de medidas cautelares já adotadas. As autoridades não divulgaram novos prazos para decisões judiciais.

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