O Senado dos EUA confirmou na noite de 23 de março de 2026 a nomeação de Markwayne Mullin, senador republicano, como novo secretário de Segurança Interna. A decisão ocorre em meio a um repasse orçamentário emperrado no Congresso, que deixou o DHS sem orçamento aprovado e o funcionamento de algumas operações comprometido.
Mullin assume o cargo substituindo Kristi Noem, deslocada por Donald Trump para chefiar uma nova iniciativa de segurança regional. Mullin é aliado de Trump e tem perfil descrito como combativo, com histórico no MMA e atuação empresarial no setor de encanamentos.
O novo secretário, aos 48 anos, soma uma trajetória marcada pela postura agressiva na arena política e, no passado, na arena de lutas. Sua agenda inclui prioridades do lema America First, com foco em políticas de controle de fronteiras, deportação de imigrantes e ações externas voltadas a reduzir ameaças à segurança dos EUA.
O contexto atual envolve um apagão financeiro no DHS, com salários atrasados de agentes de imigração e da Administração de Segurança de Transportes, refletido em filas longas em aeroportos. Em resposta, Trump ordenou reforço de segurança nos terminais até que o impasse orçamentário seja resolvido pelo Congresso.
Mudanças na gestão
Mullin sinalizou ajustes para ganhar apoio da oposição durante a sabatina. Ele prometeu exigir ordens judiciais para buscas residenciais, limitando poderes do ICE, sem extinguir a FEMA e buscando agilizar contratos de ajuda em desastres. O novo ministro também afirmou abertura a conversas com democratas para reformar o DHS e melhorar a imagem pública da pasta.
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