O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem maioria para tornar inelegível Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, e Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, em ação que apura abuso de poder nas eleições de 2022. A votação ocorreu na terça-feira (24.mar.2026) e aponta irregularidades na contratação de temporários durante o pleito.
A relatora Isabel Gallotti propôs a condenação com cassação e inelegibilidade, acompanhada por Antonio Carlos Ferreira, Estella Aranha e Floriano de Azevedo. O único voto em sentido contrário foi do ministro Nunes Marques, que não viu provas suficientes para aplicar sanções. Castro renunciou ao mandato no dia anterior ao retorno do julgamento, em 23.mar.2026.
Caso a condenação seja confirmada após o trânsito em julgado, Cláudio Castro ficará inelegível para as eleições de 2026. A defesa sustenta que não houve comprovação de irregularidades significativas, enquanto o Ministério Público Eleitoral aponta uso indevido da máquina pública para favorecer a campanha de reeleição.
O CASO NO TSE
O processo, iniciado em novembro de 2025, analisa abusos de poder político e econômico durante as eleições de 2022 no Rio. O tribunal investiga contratações feitas pela Ceperj e pela UERJ, envolvendo milhares de contratados para atuação em atividades ligadas à campanha.
Segundo o MP Eleitoral, parte das contratações ocorreu de forma a favorecer a campanha de Castro, com pagamentos em espécie e ampliação de programas durante o período eleitoral. A Delação aponta que muitos contratados atuaram como cabos eleitorais, fortalecendo a base de apoio do governador.
ENTENDA
As investigações tratam de uso da estrutura administrativa estadual durante a campanha, com supostos programas sociais associados a contratos e atos normativos. O TRE-RJ chegou a absolver Castro em 2024 por falta de provas, e o caso seguiu para o TSE, onde os elementos apontam para possível participação de outros agentes públicos.
A denúncia envolve a Ceperj, responsável pela contratação de 27 mil trabalhadores, e a UERJ, que também executou projetos com grande volume de contratações temporárias. Os investigadores ressaltam que parte dos contratados atuou como apoio político à gestão de Castro durante a eleição.
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