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Advogado de Bolsonaro assume defesa do cunhado de Vorcaro

Celso Villardi assume defesa de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em meio à expectativa de delação cruzada e à prisão preventiva mantida

Os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção disseram que deixaram a defesa de Zettel por “motivos de foro íntimo”.
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Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, trocou nesta quarta-feira a defesa. O novo advogado é Celso Villardi, criminalista que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro na denúncia por golpe de Estado. Mudança ocorre após prisão do empresário.

Zettel segue preso preventivamente desde 4 de março, suspeito de facilitar pagamentos e ações do grupo A Turma, criado para intimidar adversários do Banco Master, ligado a Vorcaro. A troca de defesa foi comunicada pelos antigos advogados por motivos de foro íntimo.

A petição de substabelecimento foi apresentada ao STF, transferindo a defesa para Villardi, segundo o ato divulgado pelos representantes anteriores. A alteração ocorre perto de mudança estratégica na defesa de Vorcaro, anunciada em 19 de março.

Mudança de estratégia na defesa

A defesa de Vorcaro passou a ser coordenada pelo advogado José Luis Oliveira Lima, que atuou no caso do ex-ministro Walter Braga Netto. O acordo de confidencialidade envolve a PGR e a PF, com objetivo de manter sigilo inicial das informações.

O acordo permite potencial delação cruzada entre investigados, facilitando a obtenção de novas provas. A expectativa é que os depoimentos ocorram entre 30 e 60 dias, com os investigadores buscando corroborar versões apresentadas.

Caso o acordo seja homologado, novos depoimentos serão anexados aos autos. A homologação depende de decisão do relator e pode ampliar o conjunto de provas disponíveis. Fonte cita o andamento como parte da operação em curso.

Sobre o desfecho e o contexto

Vorcaro deverá responder a perguntas da delegada e dos procuradores para esclarecer relacionamentos com autoridades, judiciário e reguladores. Serão considerados apenas fatos que configurem crime; relações pessoais ou contratos só entrarem se houver indício de crime.

A previsão é de que efeitos das delações se manifestem a partir do segundo semestre de 2026, durante o período eleitoral. A operação envolve investigações de autoridades federais e decisões do judiciário sobre o caso. Fonte: apuração de jornalistas vinculados ao portal.

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