O Brasil pode se tornar um polo regional de caças supersônicos após o lançamento do 1º F-39E Gripen produzido pela Embraer em parceria com a Saab. O evento ocorreu no Brasil, com detalhes sobre a integração de engenharia, produção e transferência de tecnologia. A entrega é vista como marco para a indústria de defesa na América Latina.
O CEO da Saab, Micael Johansson, destacou que a entrega é apenas o começo e que as capacidades desenvolvidas impulsionarão a evolução do sistema e a excelência operacional nas próximas décadas. O Gripen E tem 15,2 m de comprimento e envergadura de 8,6 m, com peso de decolagem de 16,5 t e 10 pontos de fixação de carga externa.
A velocidade máxima do caça chega a Mach 2, o que corresponde a cerca de 2.400 a 2.500 km/h. A Embraer, por sua vez, planeja exportar o F-39E Gripen para países como a Colômbia, entre outros mercados, segundo o presidente da empresa.
Programa Gripen brasileiro
O programa Gripen brasileiro resulta de acordo firmado em 2014 entre o governo brasileiro e a Saab, com orçamento estimado em US$ 4 bilhões e financiamento dividido ao longo de 25 anos. O contrato prevê a aquisição de 36 aeronaves e a transferência de tecnologia à FAB e à Embraer.
A Saab já treinou mais de 350 profissionais brasileiros, incluindo técnicos, engenheiros e pilotos, como parte do acordo. O objetivo é manter autonomia no desenvolvimento, produção e manutenção dos caças ao longo de 30 a 40 anos de vida útil.
Em 2018, foi inaugurada em São Bernardo do Campo a primeira fábrica de aeroestruturas da Saab fora da Suécia. O local produz componentes como cones de cauda, freios aerodinâmicos e fuselagens para o Gripen.
No dia 9 de maio de 2023, foi inaugurada a linha de produção do Gripen no Brasil, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto. Nessa planta, a previsão é fabricar 15 aeronaves no total.
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