O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ajuizou recurso para revogar a liberdade provisória de Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel. O caso envolve a defesa da prisão durante o andamento do processo. A decisão de liberdade provisória ocorreu após o adiamento do julgamento.
Monique Medeiros e o ex-vereador Dr. Jairinho respondem pela morte de Henry, de 4 anos, ocorrida em 2021. Segundo o MP, o menino teria sido torturado pelo padrasto no apartamento do casal; ambos negam as acusações. Mesmo em liberdade, Monique recebia parte do salário.
Nesta quarta-feira, Monique foi demitida do cargo de professora municipal, função que ocupava desde 2010, conforme publicação no Diário Oficial. O MP alega que a postura da ré contraria a conduta esperada de um servidor público.
Recurso e demissão
A defesa informou que vai recorrer da demissão. A juíza havia concedido a liberdade provisória por excesso de prazo, com o julgamento remarcado para maio. O MP sustenta que, apesar da liberdade, os riscos processuais permanecem, incluindo a acusação de coação de testemunhas.
Segundo o promotor Fábio Vieira, a decisão de manter medidas cautelares continua válida até a conclusão do processo. A defesa afirmou que não houve condenação e que a liberação era necessária para evitar a prescrição de direitos.
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