Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PL Antifacção endurece pena para economia paralela

PL Antifacção endurece penas por domínio social estruturado na economia paralela; operação Carbono Oculto desmantela esquema bilionário no setor de combustíveis

A nova Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026 (conhecida como Lei Raul Jungmann), combate a economia paralela e o poder financeiro das organizações criminosas por meio de uma abordagem multidimensional que atinge desde a exploração de serviços básicos até a movimentação de ativos digitais e a manutenção de empresas de fachada.
0:00
Carregando...
0:00

A lei que integra o PL Antifacção foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24). O texto, agora Lei nº 15.358, endurece penas para crimes que imponham domínio sobre atividades econômicas por meio de violência ou ameaça, com foco na economia paralela promovida por organizações criminosas. A norma pretende coibir exploração de serviços básicos e a influência financeira dessas organizações em atividades cotidianas.

Entre os pontos da nova legislação, destaca-se a definição de crime de domínio social estruturado, que pune a imposição de controle sobre atividade econômica, comercial ou de serviços públicos e comunitários, violando a ordem econômica. A partir da lei, crimes nesse campo podem ter penas entre 20 e 40 anos de prisão, conforme a gravidade e a finalidade econômica.

Ampliação do quadro penal

O texto também amplia as hipóteses de punição para exploração de recursos naturais e atividades ambientais ilegais, como extração de minerais e exploração não autorizada de florestas e áreas de preservação. Além disso, a lei estabelece mecanismos de bloqueio de bens, inclusive ativos digitais, e proíbe operações em corretoras de criptoativos quando houver indícios de participação de organizações criminosas.

Desdobramentos operacionais

A lei cria o Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas para mapear integrantes, colaboradores e financiadores, bem como ramificações operacionais e financeiras. Em paralelo, a megaoperação Carbono Oculto, realizada em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, desmantelou um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis envolvendo o PCC.

Impacto financeiro e tecnológico

As novas prerrogativas permitem à justiça decretar indisponibilidade de bens e ativos digitais ligados aos investigados, além de restringir operações de empresas do setor financeiro não autorizadas. A ação visa restringir a atuação de organizações criminosas em serviços de distribuição de internet, televisão a cabo e postos de gasolina, entre outros setores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais