O investidor Luiz Rubini, ex-sócio do Grupo Fictor, foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25). Rubini integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável do governo Lula, conhecido como Conselhão, mandato até março de 2027. A operação apura lavagem de dinheiro com fraudes financeiras e ligações com facções, incluindo o Comando Vermelho.
A PF cumpriu 21 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. O esquema pode envolver desvios superiores a R$ 500 milhões. Além de Rubini, houve busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO do Fictor, segundo a assessoria da empresa.
O Conselho de Desenvolvimento, retomado em 2023, reúne mais de 240 representantes da sociedade civil para propor políticas públicas. Rubini integrava o Conselho desde a nomeação, com mandato até 2027, conforme o Diário Oficial.
Ligações e defesa
Há relatos de uma possível indicação de Rubini para o Conselhão ligada a Fábio Luís da Silva, o Lulinha. A defesa de Lulinha informou à Gazeta do Povo que houve conhecimento mútuo entre as partes, mas negar relações comerciais.
O jornal Folha de S Paulo citou, sem identificação, que Lulinha atuou como assessor da Fictor; a defesa negou a acusação. Em note enviada, Lulinha afirma não ter relação com Rubini nem com a Fictor e que não teve ingerência em cargos governamentais.
Prisões, apreensões e imóveis
A Justiça determinou o bloqueio de bens, com sequestro até R$ 47 milhões. Foi autorizado o bloqueio de imóveis, veículos e ativos. Até o meio da manhã, ao menos 14 pessoas haviam sido presas. Relatórios apontam apreensão de relógios, eletrônicos e dinheiro em espécie.
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