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STF julga regras sobre penduricalhos nesta quarta

STF julga regras para restringir penduricalhos no serviço público, adotando parâmetros do Imposto de Renda para filtrar remuneração acima do teto

Vista do Supremo Tribunal Federal (STF)
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O plenário do STF se reúne nesta quarta-feira (25) para votar uma série de ações sobre o pagamento de penduricalhos no serviço público. A proposta busca esclarecer quais verbas devem ser consideradas indenizatórias e quais entram no teto remuneratório.

Uma comissão técnica criada para subsidiar o julgamento recomenda usar as regras do Imposto de Renda como parâmetro para definir a classificação dessas parcelas. O objetivo é reduzir distorções e impedir que benefícios violem o teto constitucional.

A discussão acontece em meio a decisões liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam pagamentos irregulares. A ideia é que a legislação do IR passe a servir de referência para separar remuneração (sujeita ao teto) de indenizações legítimas.

Contexto financeiro do tema

Dados levantados pela comissão apontam que pagamentos acima do teto chegam a bilhões de reais anualmente, com concentração no topo do funcionalismo. No âmbito da magistratura, a estimativa é de cerca de R$ 9,8 bilhões por ano; no Ministério Público, ~R$ 7,2 bilhões.

Implicações para o orçamento público

O relatório alerta que a manutenção do modelo atual pressiona o orçamento e pode reduzir a margem para investimentos em políticas públicas. O Congresso é apontado como responsável por apresentar uma solução definitiva por meio de lei.

Com informações de Fernanda Fonseca.

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