Com o cancelamento do debate na TV Globo, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez uma “live” no YouTube. A transmissão pela internet começou por volta de 21h45 desta quinta-feira (01), pouco depois do horário que estava previsto para o início do programa, que seria realizado na sede da emissora carioca, no Rio de Janeiro.
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Flávio Bolsonaro (PL) destacou que o debate aconteceria a três dias do 1º turno das eleições, e disse que decisões judiciais proferidas poucos minutos antes estavam “instaurando oficialmente a censura nas eleições”. O candidato se referia à proibição de que fosse mostrado o púlpito vazio reservado ao presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, que não compareceria.
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Vários correligionários participaram. No início, Flávio estava acompanhado do candidato do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e dos candidatos do partido ao senado pelo estado, Carlos Jordy e Carlos Portinho. Depois, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) participou via Instagram. Um dos irmãos de Flávio e candidato senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), participou por vídeo. A candidata ao Senado pelo estado catarinense, Carol De Toni (PL), também participou.
Depois, Pablo Marçal (que teve a candidatura à presidência pelo PRTB indeferida pela Justiça Eleitoral) e a ex-presidente da Caixa no governo de Jair Bolsonaro, Daniella Marques, participaram. Daniella é coordenadora da pauta econômica da campanha de Flávio Bolsonaro. Com eles ainda presentes, Deltan Dallagnol (Novo) participou por vídeo. A candidatura do ex-procurador ao Senado pelo Paraná foi impugnada e o caso agora está no TSE.
Daniella e Marçal antecederam a participação dos senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN). Tereza apresentou um documento de confirmação de apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária à candidatura de Flávio. “O agro está com Flávio Bolsonaro”, disse Tereza. Depois, Marinho disse que “é uma frustração assistir a esse espetáculo deprimente do Judiciário interferindo na democracia brasileira de uma maneira tão descarada”.
Flávio prometeu apresentar um projeto para acabar com a reeleição: “Essa PEC, eu próprio sou o autor, porque meu projeto é com o Brasil.”
Após a saída dos senadores, a participação foi de Marcel Van Hattem (Novo), candidato ao senado pelo RS, de Guilherme Derrite (PL), candidato ao Senado por São Paulo, e de Adolfo Sachsida, outro um dos responsáveis pelo programa econômico de Flávio Bolsonaro.
Von Hattem declarou voto em Flávio e pediu ao candidato do Novo à presidência, Romeu Zema, que também apoie Flávio Bolsonaro, do PL. Neste momento, Flávio destacou que 650 mil pessoas assistiam à “live”, e convidou quem acompanhava o Flow naquele momento (sem citar Lula, que participava do podcast no mesmo horário) que passasse a acompanhá-lo na “live”.
Durante a fala de Sachsida, uma tesoura com as cores da bandeira brasileira, ao estilo da utilizada por Javier Milei, na Argentina, foi exibida pelo candidato, que falou em um “tesouraço” sobre o que ambos chamaram de “custos” causados por normas em vigor no Brasil. Sachsida disse que uma inteligência artificial está revisando “decreto por decreto” do governo Lula.
Com Sachsida ainda na mesa, participaram por vídeo os candidatos ao senado Gustavo Gayer (PL), que concorre em Goiás, e Sanderson (PL), que concorre no Rio Grande do Sul. Durante a participação deles, Flávio mencionou o fato de que Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar por tentativa de golpe de estado, não pode assistir à “live”, e também que ele, Flávio, não pode ver o pai “há quase 90 dias”.
Depois, também por vídeo, Flávio Bolsonaro conversou com o candidato ao Senado por Roraima, Hélio Fernando Barbosa Lopes (PL), conhecido como “Hélio Bolsonaro” ou “Hélio Negão”, e com Sérgio Moro (PL), candidato ao governo do Paraná. O ex-juiz da Lava Jato disse que desde 1989 “nunca viu essa interferência do Judiciário” nos debates presidenciais: “Sempre para proteger o Lula”, disse. Enquanto Moro falava, juntou-se à live o candidato ao Senado pelo Espírito Santo, Evair de Melo (Republicanos).
Em seguida, participaram Marcelo Magalhães, secretário especial de Esporte no governo de Jair Bolsonaro, o candidato a dépútado federal por São Paulo, Lucas Pavanato (PL), o candidato a senador pelo Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PL), e o candidato a senador pelo Paraná, Filipe Barros (PL). Neste momento, a “live” passava de 900 mil pessoas.
Quando Barros terminava de falar, Nikolas Ferreira voltou a participar – desta vez, por vídeo. “Usaram a mãe de Jesus contra Flávio”, disse Nikolas. O candidato à Presidência voltou a dizer que não vai retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Flávio aproveitou a fala de Marcelo Magalhães para garantir que não vai extinguir o Ministério do Esporte.
O último a participar da “live” foi outro irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos e possui condenações na Justiça brasileira. “Eu nunca vi uma campanha internacional onde um candidato, que nunca foi presidente, foi recebido por tantos chefes de estado”, disse Eduardo.
Durante a “live”, que durou duas horas, a maioria dos participantes se referiu a Flávio como “presidente”. O senador e candidato encaminhou o fim da transmissão criticando o governo Lula, citando “recordes de corrupção” e perguntando “o que melhorou na sua vida nos últimos quatro anos”. Aparentemente emocionado, disse que vai se dedicar para fazer o “melhor governo da história desse país”.
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