O Supremo Tribunal Federal (STF) quer que a CPMI do INSS explique a finalidade do pedido de informações sobre as conversas de um contato ligado ao tribunal nos registros do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Master. O ofício, assinado em 23 de março de 2026, não respondeu se o número pertence ao ministro Alexandre de Moraes.
A Diretoria-Geral do STF afirmou que a avaliação da solicitação depende de delimitar o alcance do pedido. Segundo o texto, a matéria pode não ser de atribuição da Diretoria, cabendo à Presidência decidir o que fazer.
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, encaminhou um ofício em 19 de março pedindo informações sobre quem foram os usuários do número nos últimos cinco anos. O prazo de dois dias úteis venceu em 23 de março, sem resposta formal do STF.
Em 17 de novembro de 2025, Vorcaro enviou mensagens via WhatsApp no dia de sua prisão pela PF. A CPMI pediu o número do destinatário por meio do Sittel; a resposta indicou que o telefone pertencia ao STF. O Poder360 confirmou que o número foi usado pelo ministro Moraes.
Moraes negou ter recebido as mensagens. Em 16 de março, Viana afirmou que o STF teria acessado os dados do celular de Vorcaro e que o destinatário era um aparelho funcional do STF, depois recuando a respeito da titularidade.
Em 19 de março, Viana publicou que a informação veio de consulta a operadoras via Sittel. A jornalista Malu Gaspar veiculou que Vorcaro e Moraes teriam trocado mensagens naquele dia, sem esclarecer como obteve o dado.
ENTENDA
O STF reconhece a relevância da CPMI, mas solicita esclarecimentos sobre a abrangência da requisição. A Corte aponta que a deliberação envolve questões de privacidade de magistrados e pode exigir encaminhamento à Presidência.
A situação envolve disputas entre os investigados, sem confirmação oficial de quem realmente utilizava o número no momento dos fatos. A CPMI do INSS continua acompanhando o andamento da solicitação.
A defesa de Moraes, o próprio STF e as informações divulgadas seguem sob apuração. O caso envolve registros telefônicos, perícias e possíveis conflitos entre autoridades da Justiça e membros do Legislativo.
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