O advogado Guilherme Suguimori afirmou nesta sexta-feira que o relatório apresentado pelo relator Alfredo Gaspar é um documento político e não um conjunto de elementos probatórios. Segundo a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o texto publicado não traz provas que respaldem o indiciamento.
De acordo com o relatório, Lulinha teria recebido de Antônio Camilo, conhecido como Careca do INSS, um pagamento de 25 milhões de reais em moeda não especificada, além de uma mesada de aproximadamente 300 mil reais. A CPMI do INSS investiga supostas irregularidades envolvendo pagamentos entre o empresariado e o filho do presidente.
A defesa sustenta que não houve recebimento de valores em dinheiro pelo investigado e solicitou que as autoridades avaliem o conjunto de fatos com maior rigor. Dias antes, o presidente da CPMI, o senador Carlos Viana, afirmou não haver confirmação sobre a existência da mesada de 300 mil reais. Guilherme Suguimori reforçou a visão de que as acusações são infundadas.
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