Deltan Dallagnol, ex-coordenador da Lava Jato, busca uma vaga no Senado em 2026. Filiado ao Novo, ele prepara estratégia para contestar eventual impugnação de sua candidatura. A defesa encara a análise do registro como caminho para demonstrar elegibilidade.
O TSE cassou o mandato de Dallagnol em 2023 e indeferiu seu registro para deputado, sob argumento de inelegibilidade por excerção do MPF antes de PAD em trâmite. A defesa sustenta que circunstâncias passadas não devem impedir a candidatura atual.
Deltan era o candidato mais votado entre novos talentos no Paraná em 2018, quando disputou pelo Podemos. Hoje, o registro é tentado pelo Novo, após mudança de sigla. A apreciação depende de novo julgamento e de provas prévias apresentadas pela defesa.
A defesa afirma que o registro deve ser reanalisado com foco no conjunto de provas e na transição para a vida política, não como manobra para contornar problemas funcionais. O grupo também ressalta que o CNMP pode influenciar futuros procedimentos.
Na prática, o desafio envolve reunir evidências para contestar a ideia de inelegibilidade, considerando a jurisprudência do TSE e mudanças de composição de tribunais. A persecução eleitoral segue em andamento para 2026.
Contexto eleitoral
A candidatura de Deltan aparece num cenário de rivalidade com nomes do PT, União Brasil e PL. Caso confirme-se a postulação, o ex-procurador dividirá espaço com adversários que atuam em campos ideológicos próximos ao seu, com foco em temas de segurança pública e combate à corrupção.
Entre na conversa da comunidade