O relatório final da CPMI do INSS recomenda o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre parlamentares, empresários e ex-ministros. Entre os citados está Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, com pedido de prisão preventiva.
O relator Alfredo Gaspar leu as mais de quatro mil páginas, em meio a tumulto entre oposição e governo. O documento aponta crimes como corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com possível prejuízo superior a 7 bilhões de reais em descontos ilegais do INSS.
O relatório também indica indiciamento de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como operador do esquema. Outros citados incluem José Carlos Oliveira e Carlos Lupi, ex-ministros da pasta.
Ex-presidentes do INSS também aparecem entre os indiciados: Alessandro Stefanutto, do governo Lula, e Leonardo Rolim, da gestão Bolsonaro. O texto recomenda ainda que o Senado, a PF e a PGR apurem relações de ministros do STF, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, com Vorcaro e o Banco Master.
O indiciamento é um passo preliminar, que encaminha o material ao Ministério Público e à PF para os próximos atos. Os crimes descritos no relatório envolvem corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, conforme as investigações.
Segundo a CPMI, o esquema pode ter causado lesão financeira de mais de 7 bilhões de reais aos cofres do INSS. A votação interna da comissão deverá confirmar ou rejeitar as propostas apresentadas pelo relator.
Um relatório alternativo já foi produzido pela base governista, apontando estrutura organizada ainda no governo de Jair Bolsonaro. Defesas de Vorcaro e do Careca do INSS não confirmaram manifestação.
A defesa de Lulinha sustenta que o indiciamento tem cunho eleitoral e não guarda relação com o esquema. Já as defesas de Lupi e Stefanutto afirmam que se pronunciarão apenas após a deliberação sobre os relatórios.
Defesas de Oliveira e Rolim não foram localizadas até o momento. O desfecho político e jurídico ainda depende da votação na CPMI e dos encaminhamentos às autoridades competentes.
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