A CPMI do INSS rejeitou nesta terça-feira o parecer do relator Alfredo Gaspar (PL-AL), encerrando sessão de mais de 16 horas com a vitória da base governista. O voto favorável à rejeição ocorreu por 19 votos a 12, contrariando a expectativa de indiciamento de diversas figuras investigadas.
O documento apontava 216 pedidos de indiciamento, entre eles o nome de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. Também havia menções a ex-ministros da Previdência, Carlos Lupi e José Carlos Oliveira, em diferentes épocas do governo.
A sessão foi marcada por acirramento entre oposição e governistas. Houve apresentação de um texto paralelo ao relatório oficial e registros de ataques entre parlamentares, incluindo acusações mútuas envolvendo autoridades ligadas ao INSS.
Conflitos e desdobramentos
Durante os trabalhos, a CPMI aprovou várias quebras de sigilo, com dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos, totalizando 649 sigilos rompidos e mais de 1.000 pedidos formulados. Ao todo, 38 reuniões foram realizadas, com oitivas, interrogatórios e solicitações de informações a órgãos de controle.
A leitura do relatório ocorreu um dia após decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou a prorrogação de prazos da CPMI, mantendo a prerrogativa para prorrogações com o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre. O desfecho desta sessão encerra um ciclo de apurações abertas para fraudes no INSS, com foco em descontos não autorizados aplicados a aposentados de baixa renda.
Balanço final
Foi registrado um esforço de coleta de dados e alinhamento de informações ao longo dos trabalhos, com balanço apresentado pela própria CPMI. O relatório derrubado trazia, entre outros itens, o objetivo de ampliar as investigações para novos indícios e responsáveis. A CPMI foi instalada em agosto de 2025 e encerrou as atividades em março de 2026.
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