O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado que sua candidatura à Presidência em outubro de 2026 representa a continuidade do governo de seu pai. O discurso durou cerca de 16 minutos durante a CPAC, conferência de direito conservador realizada no Texas.
Flávio destacou que a futura gestão, nomeada Bolsonaro 2.0, ganhará pela experiência adquirida durante a presidência de Jair Bolsonaro. O tom do discurso manteve a linha de reforçar uma imagem de alinhamento com pautas conservadoras, mesmo buscando uma imagem mais moderada.
Durante a fala, o senador criticou a China, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Justiça brasileira, apresentando críticas recorrentes em eventos de ideologia similar. A avaliação sobre o governo atual incluía a percepção de distanciamento entre o Brasil e aliados tradicionais.
Círculo político e relações internacionais
Flávio afirmou que, para ele, o atual governo é visto como contrário aos interesses dos Estados Unidos. Alega interferência de autoridades norte-americanas para favorecer a eleição de Lula em 2022, reforçando uma leitura de perseguição política contra adversários.
Sobre a China, o senador sustentou que o Brasil estaria se alinhando a Pequim em múltiplos setores, o que, segundo ele, comprometeria a autonomia econômica e estratégica do país. Também ressaltou a dependência de minerais críticos com participação chinesa na mineração global.
Comparação com Trump
O discurso manteve paralelos com a trajetória de Donald Trump, especialmente no plano judicial. Flávio associou as acusações enfrentadas por Bolsonaro a uma suposta perseguição política, traçando um paralelo com processos envolvendo o ex-presidente americano.
Segundo o senador, as condenações de Bolsonaro teriam motivações políticas, associadas a uma estratégia para inviabilizar a atuação de lideranças conservadoras. A intervenção de autoridades judiciais foi apresentada como parte de um padrão de hostilidade ideológica.
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