O governo comemorou a rejeição ao relatório final da CPMI do INSS, visto como vitória política do Palácio do Planalto. O parecer indicava Lulinha, filho do presidente, e mais 215 investigados por fraudes na Previdência.
A base aliada atuou nos bastidores para derrotar o texto, que apontava um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias, pensões e empréstimos consignados irregulares. A derrota do relatório esvazia o principal resultado da comissão.
Pelo documento rejeitado, Lulinha e outros investigados seriam responsabilizados por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato. Aliados afirmaram que o relatório tinha viés político e carecia de provas contra o filho do presidente.
FRAUDES NO INSS
A CPMI foi instalada para apurar fraudes no INSS, com foco em descontos associativos e consignados. Ao longo dos trabalhos, foram realizados interrogatórios, análises de documentos e quebras de sigilo aprovadas pela comissão.
Os aposentados de baixa renda teriam sido os principais prejudicados, com descontos realizados sem consentimento ou sem explicação. Ao todo, a CPMI aprovou mais de 1.000 pedidos de quebra de sigilo, incluindo dados bancários, fiscais, telefônicos e telemáticos.
No total, 649 pessoas e empresas tiveram dados sigilosos acessados durante as investigações. A comissão realizou 38 reuniões entre sessões deliberativas e oitivas de testemunhas e investigados, além de convocações, requerimentos de informação e compartilhamento de dados com órgãos de controle.
Eis o balanço dos trabalhos da CPMI do INSS: o relatório final foi rejeitado pela base governista, influenciando o desfecho político da comissão.
Entre na conversa da comunidade