Após sete meses de trabalho, a CPMI do INSS encerrou a sessão desta madrugada sem relatório final. O texto do relator Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL) foi rejeitado pela maioria, em votação de 19 a 12. O relatório sugeria o indiciamento de 216 pessoas, em um documento com cerca de 4.400 páginas.
A principal discordância ficou na lista de pedidos de indiciamento. Gaspar incluía, entre os alvos, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. As investigações também apontaram 47 entidades associativas e sindicais com descontos em folhas de pagamento entre 2015 e 2025, somando cerca de R$ 10,5 bilhões.
Segundo Gaspar, os indiciados devem responder por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e outros delitos, conforme o texto apresentado.
Quem votou contra o relatório
- Alencar Santana (PT-SP)
- Átila Lira (PP-PI)
- Augusta Brito (PT-CE)
- Dorinaldo Malafaia (PDT-AP)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Jussara Lima (PSD-PI)
- Lindbergh Farias (PT-RJ)
- Meire Serafim (União-AC)
- Neto Carletto (Avante-BA)
- Orlando Silva (PCdoB-SP)
- Paulo Pimenta (PT-RS)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
- Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Rogério Correia (PT-MG)
- Teresa Leitão (PT-PE)
- Soraya Thronicke (Podemos-MS)
Quem votou a favor do relatório
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL)
- Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
- Coronel Fernanda (PL-MT)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Marcel Van Hattem (Novo-RS)
- Bia Kicis (PL-DF)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Magno Malta (PL-ES)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Rogerio Marinho (PL-RN)
Como foi o último dia da CPMI
A sessão começou na manhã de sexta (27). Gaspar leu o relatório, seguido de debates antes da votação. Na quarta-feira anterior, a sessão prevista para apresentar o parecer foi cancelada, levando à leitura rápida para cumprir o prazo. Na quinta, o STF rejeitou extensão do funcionamento da comissão por 8 a 2.
O ambiente na CPMI, marcada por tensão, contou com trocas de críticas entre parlamentares. O relator enfrentou acusações durante o debate, negando as denúncias e esclarecendo que o caso envolve terceiros com o mesmo nome.
Instalada em agosto do ano passado, a CPMI investigou fraudes em benefícios do INSS, realizou 37 reuniões e mais de 1.000 quebras de sigilo, encerrando sem um relatório final.
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